A Polícia Federal investiga se o advogado Willer Tomaz utilizou uma rede de empresas para ocultar valores e dificultar o rastreamento de pagamentos relacionados ao mercado de loterias e apostas no Rio de Janeiro.

A suspeita consta em um pedido de abertura de inquérito encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que apura possível lavagem de dinheiro envolvendo Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ambos negam irregularidades.
Segundo a PF, há indícios de que Willer Tomaz exerceria controle efetivo sobre empresas como a Rede Loto e a Pixs/Rio Pag, responsável pelo processamento de pagamentos de apostas. A investigação também analisa transferências de aproximadamente R$ 500 mil, R$ 5 milhões, R$ 6 milhões e R$ 13 milhões destinadas à Rio Pag e a contas do advogado.
Os investigadores apuram ainda possíveis relações entre Tomaz, o ex-presidente da Loterj, Hazenclever Lopes Cançado, e o ex-governador Cláudio Castro. A PF avalia se essa proximidade pode ter favorecido interesses empresariais junto à autarquia estadual.
A defesa de Willer Tomaz afirma que as empresas possuem estrutura societária regular e que sua atuação na Rio Pag ocorreu exclusivamente como advogado. Já Flávio Bolsonaro declarou, por meio de sua defesa, que mantém apenas uma relação de amizade com o advogado.
As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam comprovação de culpa dos envolvidos.