Três pessoas foram presas por furtos em estabelecimentos comerciais neste sábado (19), em duas ocorrências distintas nos bairros de Campo Grande, na Zona Oeste, e Botafogo, na Zona Sul do Rio. Em Campo Grande, agentes da Força Municipal realizavam patrulhamento quando foram acionados por uma funcionária de uma loja, que relatou a presença de duas mulheres suspeitas de furtarem produtos em diferentes estabelecimentos. Com as características informadas, os agentes localizaram e abordaram as suspeitas. Com elas, foram encontrados diversos produtos. Uma mochila pertencente a uma das mulheres também foi entregue aos guardas por outro funcionário, contendo mais mercadorias. Entre os itens estavam roupas, bijuterias e maquiagens. As duas foram encaminhadas para a 35ª DP (Campo Grande), onde foram autuadas em flagrante por furto. Em Botafogo, agentes foram alertados por pedestres sobre um homem que carregava diversos pacotes e teria acabado de furtar produtos de uma drogaria. Durante a abordagem, os guardas encontraram vários itens de higiene e cuidados pessoais. Segundo os agentes, os produtos pertenciam ao estabelecimento. O suspeito foi levado para a 10ª DP, onde permaneceu detido. Segundo a Força Municipal, a corporação atua atualmente em 14 pontos estratégicos da cidade. De acordo com dados divulgados pelo município, os locais que contam com a presença dos agentes registraram redução de até 73,10% nos índices de roubos e furtos. A operação começou a ser implantada gradualmente em março, com os pontos definidos a partir de estatísticas criminais. A previsão é ampliar a atuação para pelo menos 22 áreas do Rio de Janeiro até o fim de 2026.
Da “Cidade Perfume” a um vulcão extinto: a história de Nova Iguaçu
A cerca de 40 quilômetros do centro do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu carrega uma história marcada pela agricultura, pelo comércio e por curiosidades geológicas. Entre as décadas de 1930 e 1940, o intenso perfume das laranjeiras em flor tomou conta das estações ferroviárias e deu à cidade o apelido de “Cidade Perfume”. Na época, Nova Iguaçu se destacava como a maior exportadora de laranjas do Brasil. A história do município, porém, começou muito antes. A região fazia parte da rota do ouro vindo de Minas Gerais, que seguia até o antigo Porto de Iguassu. Com o passar dos anos, Nova Iguaçu também ganhou o título de “Cidade Mãe da Baixada Fluminense”, por ter participado da formação de outros sete municípios. Hoje, com cerca de 786 mil habitantes, Nova Iguaçu é uma das cidades mais populosas do estado do Rio de Janeiro. Entre áreas urbanizadas e regiões de Mata Atlântica, o município também abriga paisagens e formações geológicas que despertam a atenção. Uma delas está relacionada a uma estrutura conhecida como vulcão de Nova Iguaçu, uma formação geológica cuja origem remonta a dezenas de milhões de anos e que se tornou um dos elementos mais curiosos da paisagem da cidade.
Mais de 100 kg de alimentos impróprios são encontrados em hospital de Rio das Ostras
Uma fiscalização conjunta do Procon e da Vigilância Sanitária encontrou mais de 100 quilos de alimentos impróprios para consumo no Hospital Municipal Dra. Naelma Monteiro, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos. A ação aconteceu na terça-feira (17), após denúncias sobre a qualidade da alimentação fornecida na unidade. Durante a vistoria, foram encontradas carnes sem prazo de validade, alimentos estragados e sinais de mofo na cozinha. Os fiscais também identificaram problemas estruturais, como piso solto e equipamentos quebrados. Os produtos considerados inadequados foram descartados imediatamente. A empresa responsável pelo fornecimento das refeições foi autuada, multada em R$ 70 mil e teve o contrato suspenso. A fiscalização contou inicialmente com a participação do vereador Leonardo de Paula Tavares, conhecido como Léo Tatá. Segundo a chefe-geral do Procon de Rio das Ostras, Michele Mansur, a medida teve como objetivo impedir que os alimentos fossem utilizados nas refeições dos pacientes. Um procedimento administrativo foi aberto para apurar as irregularidades. Entre as reclamações já registradas estão relatos de refeições azedas, kits de lanche incompletos, ausência de sobremesas e repetição de ovos como opção de proteína. As denúncias sobre a alimentação do hospital não são recentes. Em dezembro de 2025, a Câmara Municipal havia encaminhado um ofício à Prefeitura após receber reclamações sobre a qualidade das refeições fornecidas na unidade.